Ederson, carrasco de Bravo no Manchester City e na seleção – Esportes



Ederson começou a última rodada das Eliminatórias Sul-Americanas como ilustre desconhecido da torcida brasileira. Da torcida brasileira. Do outro lado, no gol chileno, um jogador em especial conhecia bem a história do garoto que o barrou no Manchester City. Claudio Bravo não só perdeu no clube a posição para o adversário da última terça-feira (10), como também viu sua seleção ficar fora da Copa do Mundo, em muito, pelas defesas do companheiro de equipe.


De fala tímida, sempre muito educado, Ederson evitou qualquer polêmica na zona mista do Allianz Parque, em São Paulo, e disse que não teve “oportunidade de falar com o Bravo depois do jogo”. Bravo, de fato, estava bastante chateado com a eliminação e, sobretudo, com suas falhas – rebateu o chute de Daniel Alves que resultou no gol de Paulinho e, já no fim da partida, foi para o ataque e levou o terceiro gol do Brasil, o segundo de Gabriel Jesus. Mesmo assim, estava acessível no campo.



“Ali na fase do desespero, praticamente o último lance, ele [Bravo] foi para área e nossa equipe fez um belo contra-ataque e fez um belo gol. É um risco que o goleiro corre. São circunstâncias do jogo e, como aconteceu com ele, pode acontecer com qualquer outro goleiro”, disse Ederson, que estreava na equipe titular.


O brasileiro, de 24 anos, chegou ao Manchester City para o início desta temporada a pedido do técnico Pep Guardiola. Não demorou nada e já ganhou a posição do experiente chileno, dez anos mais velho. Foi titular nas sete partidas do Campeonato Inglês e nas duas da Liga dos Campeões — levou apenas dois gols nesses nove jogos. A única vez em que Bravo entrou foi para substituir Ederson, que havia levado um chute no rosto contra o Liverpool. Nesse período, chegou a usar um capacete nos jogos.



Depois de convincentes temporadas pelos portugueses Rio Ave e Benfica, o goleiro foi transferido para o time inglês por inimagináveis 40 milhões de euros (cerca de R$ 145 milhões). O valor transformou o jovem de Osasco no segundo goleiro mais caro da história, perdendo apenas para Gianluigi Buffon que deixou o Parma e foi para  a Juventus em 2001 por 51 milhões de euros (aproximadamente R$ 156 milhões).


Nem assim, depois da vitória nas Eliminatórias, Ederson se entrega às brincadeiras. Além dele, os outros brasileiros do elenco que estavam na partida são Danilo, Fernandinho e Gabriel Jesus. Poucos jogadores chilenos falaram com os jornalistas após a derrota. Bravo limitou-se a atender a imprensa chilena e não respondeu à reportagem quando perguntado sobre o ‘pesadelo Ederson’.



“Vamos fazer nossa alegria de sempre com os outros companheiros. Brincamos muito entre seleções, entre nós, mas sempre com o respeito aos nossos companheiros. Isso é o mais importante. Ter respeito e saber medir as brincadeiras”, disse o goleiro, que passou pelas categorias de base do São Paulo, mas foi dispensado quando tinha 15 anos.


O próprio Ederson se define com “um goleiro tranquilo e de boa explosão”, o que está muito certo por sinal. Mas a característica que Tite mais gosta está em sua reposição de bola. O técnico rasgou elogios ao jovem na entrevista coletiva e até deixou claro que Alisson precisa trabalhar firme para manter a titularidade rumo ao Mundial.



“A reposição dele [do Ederson] precisa ser estudada. Meteu o Gabriel na cara do gol. Talvez seja uma das posições em que o Brasil esteja melhor servido, mas não está fechado”, resumiu Tite.


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